Marta Batista

tecolameco

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não… não é o nome de nenhum boneco da Helena 😀 doce típico do Crato

provámos pela primeira vez quando estivemos aqui

ingredientes: 500g açúcar, 250gr amêndoas picadas, 10 gr  de banha,  25 gr de manteiga, 12 0vos(2 inteiros e 10 gemas), 1 pau de canela

Levar 500 gr. de açúcar ao lume com 1 pau de canela até fazer ponto de pérola. De seguida juntar a amêndoa, a manteiga e a banha (eu costumo substituir a banha por mais manteiga). Retirar do lume, deixar arrefecer um pouco e depois misturar as 10 gemas e os dois ovos bem batidos com um pouco de canela em pó. Mexer muito bem e levar ao forno numa forma bem untada e forrada a papel vegetal. Ao sair do forno pinta-se com calda de açúcar e e enfeita-se com pérolas prateadas e uma flor (pois… eu costumo decorar só com açúcar em pó com a peneira)

….desta vez e como é Natal… recortei umas estrelinhas em papel vegetal e coloquei o açúcar para fazer este efeito 😀

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  • Leonor Fernandes

    Sou natural de Grândola, de onde saí aos 18 anos (tenho 53). A minha mãe costumava fazer o Tecolameco. Onde aprendeu não sei, mas as minhas tias diziam que ela era “fina”, aprendeu estas coisas com uma patroa que teve, foi servir com 8 anos, mas aquela patroa foi uma mãe para ela. Também não sei qual é a origem do nome, mas na minha terra chama-se tecolameco a uma pessoa que não bate bem da cabeça, sendo “assim meio tecolameco”. Tenha a origem que tiver é uma delícia. Quem o fizer, tenha cuidado com o forno, ele não deve cozer demais. Quantos graus? Não sei. Costumo colocá-lo num forno de lenha, quando faço pão, daquele caseirinho. Aqui não há termómetro, vai tudo a olho, ou mais ou menos. Como dizia a minha mãe, vê-se a temperatura do forno deitando farinha para o chão do mesmo, vendo a cor que a farinha toma. Um forno que faz de tudo: pão, Tecolameco, pudim de gila conventual, etc, etc. Vai tudo ali. Farto-me de cantar (mal, mas enfim) enquanto deito lenha para o forno. Se um dia me ver sem aquele rapaz, morro.
    Sou uma aficcionada por antigas tradições, quem olha para mim nem lhe passa pela cabeça que sei fazer pão. Afinal tenho uma formação em filosofia e dois livros editados, vou editar o terceiro em Fevereiro, e não é culinária, é um ensaio histórico. Mas acho que a doçaria, o pão, e aquelas coisas que são artes de outrora, me inspira a filosofia e a escrita. Como dizia o Pessa: “E esta, heim?”